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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sócio Colaborador da Câmara Catarinense do Livro

Prezado escritor(a),

Seja um Sócio Colaborador da Câmara Catarinense do Livro, uma entidade sociocultural e sem fins econômicos, que foi criada com o objetivo de unir as entidades literárias e os livreiros de Santa Catarina, bem como promover e divulgar as obras dos autores catarinenses.

O escritor, Sócio Colaborador da Câmara Catarinense do Livro, terá diversos benefícios oferecidos pela entidade. Entre eles:

1. Espaço nas Feiras de Livros promovidas pela entidade, para lançamentos, sessões de autógrafos e comercialização de livros. A CCL costuma promover duas Feiras de Livros por ano, em Florianópolis

3. Espaço para divulgação de obras e artigos literários no site da Câmara Catarinense do Livro e nas páginas da entidade no Facebook. Será realizado periodicamente promoções pagas para aumentar a visualização do site.

4. Registro de ISBN, na Biblioteca Nacional, através da entidade.

O escritor, para tornar-se Sócio Colaborador da Câmara Catarinense do Livro deverá preencher o formulário a seguir e enviar para o e-mail comunica@cclivro.org.br
.


CADASTRO - SÓCIO COLABORADOR

Inscrição nº________

Nome:_________________________________________________________
Profissão:______________________________________________________
CPF: ____________________________ RG: __________________________
Endereço:______________________________________________________
Bairro:_______________________________________ CEP: _____________
Cidade:_____________________________________________ UF:_______
Fone: _________________ Fax:________________Cel: ________________
E-mail:_________________________________________________________

CATEGORIA: (   ) Escritor             (   ) Ilustrador
                         (   )Outros_______________________________

Colaboração: R$ 120,00 ao ano.

Forma de Pagamento: (   ) uma parcela de R$ 120,00
                                       (   ) duas parcelas de R$ 60,00
                                       (   ) três parcelas de R$ 40,00

______________________________
Assinatura do Associado


Aprovado em reunião de Diretoria realizada em____/____/_________
Ata nº _______                  

________________________(SC), ______ de _________________ de 2015.


____________________________                    _________________________
                   Presidente – CCL                                                       Secretário - CCL
                        

Câmara Catarinense do Livro
48 3223-1077 // 48 9623-7964

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Como não esquecer histórias de livros

Você costuma ler e perceber que depois de algum tempo já não se lembra mais da história? Veja técnicas de leitura que podem melhorar isso

Como não esquecer histórias de livros
(Crédito: Universia Brasil)
Quanto mais concentrado você estiver na sua leitura, maiores serão suas chances de recordar o que foi lido


Você lê uma história e, por mais que goste dela, percebe que algum tempo depois já não se lembra mais daquilo que leu. Já passou por isso? Essa é uma situação que acomete várias pessoas e pode ser bastante inconveniente caso seja necessário lembrar informações para uma prova, por exemplo.Veja 5 dicas para que você não se esqueça daquilo que leu:


1 – Motive-se

Qual é a sua motivação para ler a história? Você precisa tirar uma boa nota numa prova, ou decidiu iniciar a leitura porque ela lhe pareceu atraente? Descubra algo que torne a leitura interessante e mantenha essa característica em mente.

2 – Concentre-se

Evite ler antes de dormir, ou num ambiente cheio de distrações. Quanto mais concentrado você estiver na sua leitura,maiores serão suas chances de recordar o que foi lido.

3 – Crie associações

Associe os personagens a amigos e familiares e tente relacionar acontecimentos à fatos que você se recorde. O cérebro tem maior facilidade para memorizar conteúdos a partir de associações, portanto use esse recurso sempre que necessário.

4 – Grife, anote e fale

Grife trechos importantes, anote-os num caderno (ou no próprio livro, caso ele seja seu) e fale-os em voz alta. Essas são ações simples, mas que podem ajudar muito na hora de recordar informações.

5 – Dedique-se

Quanto maior for a sua dedicação à leitura, maiores serão as suas chances de lembrar a história lida. Ler frequentemente, por exemplo, ajudará muito esse processo.



Fonte: Universia Brasil - http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2014/02/24/1083685/como-no-esquecer-historias-livros.html - Acesso: 28/02/2014

Wikipedia pode virar livro de 1 milhão de páginas


Um milhão, cento e noventa e três mil e catorze páginas, capa dura e texto em preto e branco. Poderá ser assim a versão impressa da maior enciclopédia digital do mundo, a Wikipedia. Delírio?

É esse o objetivo de uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo. A ação busca angariar US$ 50 mil ( cerca de R$ 120 mil ) para imprimir os quatro milhões de artigos do site. 

Por trás da campanha está a PediaPress, um parceiro oficial da Wikimedia Foundation. "Achamos que a melhor maneira de compreender a dimensão real da Wikipedia é transformando-a em um meio físico, ou seja, em livro", diz a equipe na página de campanha.

O período para doação vai até o dia 11 de abril. É tempo a beça, e a contar pelo que já foi angariado desde o início da campanha, no dia 11 de fevereiro, as chances são grandes do projeto se concretizar. Até a manhã deste domingo (23), a ação já contava com US$10 mil.

O plano inicial é imprimir os livros na escala de cinza, embora a equipe não descarte a impressão em cores, caso superem o valor mínimo pedido.

Se for adiante, o grande livro da Wikipedia, que será todo em inglês, fará seu "debut" mundial na conferência Wikimania, que acontece em Londres no mês de agosto.

Depois, seguirá para exposições ao redor do mundo, e no final será doado para uma "grande biblioteca pública", segundo a equipe.

Vai ter que ser uma biblioteca muito grande mesmo - na prática, ela deverá acomodar mil volumes com 1,2 mil páginas cada. Haja prateleira.

Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/2014/02/27/wikipedia-pode-virar-livro-de-1-milhao-de-paginas - Acesso: 28/02/2014

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Livro conectado ao corpo transmite as emoções dos personagens para você


livro sensorial



Se você achava que simplesmente por te fazer chorar um livro já tinha mexido com as suas emoções, vai ficar impressionado com o que pode ser o futuro da leitura. Pesquisadores do Laboratório de Mídia do MIT (Massachusetts Institute of Technology) acabaram de criar uma obra vestível.

Ela é maior do que os livros com que estamos acostumados e tem como objetivo fazer com que você viva os sentimentos dos personagens enquanto lê a história. O projeto foi batizado de Ficção Sensorial.

Trata-se de uma obra repleta de sensores e ligada a uma espécie de colete que você usa durante a leitura. À medida que a trama se desenrola, o dispositivo produz sensações físicas para imitar as emoções dos personagens.

O protagonista está deprimido? 100 luzes de LED na capa do livro irão se ajustar para criar uma iluminação que reflita aquele humor. Assustado? Sacos de pressão de ar no colete se contraem e você é apertado. Feliz? Padrões de vibração que influenciam a sua frequência cardíaca podem fazer seu coração bater mais rápido.

Os cientistas não são os únicos a brincar com a possibilidade de livros eletrônicos. A Disney já fez experiências com obras de realidade aumentada, em que imagens digitais interagem com objetos tangíveis.

Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/2014/02/20/livro-conectado-ao-corpo-transmite-as-emocoes-dos-personagens-para-voce - Acesso em 21/02/2014

Aparelho criado para deficientes visuais é capaz de ler livros em voz alta

anel de leitura


As pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual poderão encontrar em um futuro não tão distante um equipamento capaz de permitir a leitura de livros sem braile.

Desenvolvido pelo Fluid Interfaces Group, no laboratório do MIT, o FingerReader pode ser classificado como um tipo de anel capaz de ler e repetir através de um áudio as palavras de um livro qualquer. Certamente, um grande avanço quando comparado ao sistema braile, popularmente utilizado entre pessoas com deficiência visual.

Uma pequena câmera acoplada na superfície do anel lê as folhas de um livro (ou mesmo de um tablet) e as narra sequencialmente em voz alta para o usuário. Com a ajuda do dedo indicador, o equipamento consegue identificar as linhas e ajuda a pessoa a não se perder em meio às informações do texto. Caso o usuário ultrapasse as linhas ou invada espaços desnecessários, o anel vibrará de leve para que ele volte ao posicionamento anterior.

A vibração também ocorre quando o fim das linhas está próximo, para que as pessoas já se preparem para colocar o dedo na linha de baixo. Pelo vídeo, é permitido ver como o sistema lê e repete as palavras, já observando as próximas letras para criar uma continuidade na leitura. O aparelho está em fases de testes, porém já é possível perceber como será tal equipamento quando estiver finalizado. Possivelmente, compatibilidade com fones de ouvido e outros idiomas serão implementados no futuro.

Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/2014/02/20/aparelho-criado-para-deficientes-visuais-e-capaz-de-ler-livros-em-voz-alta - Acesso em 21/02/2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Leitura de gibis estimula imaginação e senso crítico


Jan Santos
A leitura de histórias em quadrinhos, conhecidos nacionalmente como gibis, incentiva crianças e adultos para que o hábito se torne prática prática diária.

Este é o caso de Paulo Guilherme Mattos Edwards, 11, estudante e atleta, do estudante do curso de Letras - Língua Portuguesa Jan Santos, 20 (foto), e do estudante de engenharia Renato Costa Oliveira, 20, que são apaixonados por boas histórias e também são colecionadores de gibis.

De acordo com Bero Vidal, do Clube dos Quadrinheiros de Manaus, os gibis contribuem e sempre contribuíram para estimular o senso crítico dos leitores, fazendo com que os jovens adotassem sua leitura como hábito.

Ele lembra ainda que os gibis eram tidos como literatura proibida nos anos 1960, quando o governo americano determinou que publicações fossem ‘caçadas’. “Eles acreditavam que os quadrinhos alienavam as pessoas e que tinham conteúdo perigoso. Lembro que na minha infância era proibido ler gibis nas escolas, as professoras confiscavam”, relembra Dero.

Mas as publicações aumentaram de lá para cá, e o número de leitores apaixonados também. “Hoje, as pessoas entendem a contribuição das histórias em quadrinhos como uma porta. Sim, através dos gibis as pessoas se interessam pelas artes, pelo teatro, pelo cinema e outras literaturas”, afirma Dero.

Apaixonado por gibis

Paulo Guilherme, o PG, lê gibis desde a alfabetização. Gosta de histórias que falem de aventura, amizade, disputas, brincadeiras e até paqueras. “Além deste temas, ele também se interessa pelos quadrinhos que tratam de questões sociais, como deficiência física de alguns personagens”, contou Michele Mattos, mãe de PG e engenheira.

De acordo com Michele, ela tinha a intenção de incentivar o filho a ler, mas precisava ser algo que ele gostasse, sem pressões. “O gibi é uma leitura agradável por conta das imagens e linguagem com temas infantis, por isso ele se apaixonou”, disse a engenheira.

PG dedica cerca de 1h à leitura das histórias em quadrinhos, sempre após as atividades escolares ou à noite, antes de dormir. A paixão pela leitura de gibis ultrapassou os limites da casa, Paulo Guilherme leva os quadrinhos para as aulas de inglês e espanhol. “Leio gibis com versões em outros idiomas para exercitar a pronúncia”, revela Paulo Guilherme.

Ele revelou ainda que faz questão de ir às bancas e escolher as revistas que lerá, mas também baixa na internet e lê no tablet ou até no celular. Mas sempre sob os olhares atentos da mãe. “Controlo a quantidades que ele vai comprar, pois quer levar tudo”, contou Michele.

Michele garante que os gibis influenciaram o interesse do filho pela leitura de livros volumosos e destaca que os pais devem apoiar os filhos a lerem quadrinhos. “Geralmente, ele escolhe temas infantis, historinhas e sempre quer ler toda a coleção daquela obra”, disse.

Gibis literários

Jan Santos começou a ler gibis há 13 anos e começou com histórias da turma da Mônica e da Disney, mas também era ‘viciado’ em ler as tirinhas que saíam nos jornais de domingo. Com o tempo, o interesse pelos gibis aumentou, inclusive por temas mais reflexivos.

“Histórias em quadrinhos, muitas vezes, apresentam conceitos diferentes, envolvendo filosofia, mitologia e até mesmo moral e ética. Ler esse tipo de histórias com certeza aguça o apetite por outras modalidades de leitura”, revela Jan.

O universitário, que ano passado lançou um livro intitulado ‘Evangeline - Relatos de um mundo sem luz’, afirma que a leitura de gibis contribui significativamente para a profissão dele. “Os gibis são ótimos para aprendermos formas diferentes de dinamizar uma história, mesmo que não seja em quadrinhos”, revela.

Como a leitura e escrita fazem parte da rotina de Jan, ele revela que já pensou muitas vezes em fazer seu próprio gibi, que segundo ele deve ser o sonho de todos os colegas que se interessam pelo gênero. “ Idealizo uma história alternativa sobre algum personagem que gosto muito, bem como o Sandman, o Batman ou algum dos X-men, por exemplo. Com um enredo curto, seria mais para mostrar o quanto alguns desses caras podem ser nos bastidores, quando não estão lutando contra o crime ou salvando o mundo”, contou o jovem.

Quadrinhos japoneses

No caso de Renato Costa Oliveira, o incentivo pela leitura de mangás, como são conhecidos os gibis japoneses, ocorreu há 6 anos. “Uma amiga me emprestou alguns, eu fiquei curioso porque ela só falava neles”, disse.

As histórias japonesas são conhecidas pela fantasias e mundos desconhecidos, mas, para Renato, as publicações vão muito além do lúdico, orientações sobre moral e caráter fazem parte do estilo oriental. “São cativantes por falar de vários assuntos como força de vontade, responsabilidade, honra e relacionamentos interpessoais. Tem papel educativo”, disse.

Para o estudante, o hábito de ler outras publicações sobre outros gêneros aumentou após ele ter começado a ler mangás. “O hábito de ler aumentou, junto com a vontade de ler algo mais completo. Hoje leio livros, que talvez não leria se não fosse os mangás”, acredita Renato.

Fonte:http://www.blogdogaleno.com.br/2014/01/23/leitura-de-gibis-estimula-imaginacao-e-senso-critico - Acesso: 24/01/2014

Como adquirir o hábito da leitura


Ler é essencial para que possamos desenvolver melhor nossas habilidades de comunicação, escrita e vocabulário. Mesmo que você não tenha esse hábito, existem atitudes que podem ajudá-lo a se interessar mais pela leitura.

Uma das formas mais simples de começar a gostar de ler é pegar um livro antes de dormir. Este é o momento em que estamos mais tranquilos e, por isso, a leitura pode ser mais prazerosa. Caso você goste de ler na sua cama, mas se sinta incomodado com o peso dos livros, os tablets e notebooks podem ser seus aliados, por serem leves. Você pode encontrar diferentes obras disponíveis para download gratuito na lista feita pela Universia Brasil.

O ambiente que cerca o leitor também é muito importante, por isso tente ler num lugar tranquilo, onde ninguém possa incomodá-lo ou distraí-lo. Quando você interrompe o que está fazendo acaba perdendo a sua linha de raciocínio, e às vezes pode acabar desistindo de prosseguir com a leitura.

Além dessas dicas, lembre-se sempre de não desistir. Todos os novos hábitos custam um pouco a serem integrados à rotina, e é essencial que você se esforce ao máximo para não deixar seu objetivo de lado a cada vez que surgir uma dificuldade. Começar a ler só depende de você.

Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/2014/01/23/como-adquirir-o-habito-da-leitura - Acesso: 24/01/2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Escritoras acreditam no aumento do interesse dos brasileiros por literatura


Mary Del Priori

Se o ano passado foi bom para as mulheres que se dedicam à literatura no Brasil, 2014 promete boas surpresas. Novos projetos não faltam a escritoras consagradas como Lya Luft, Mary Del Priore (foto), Márcia Tiburi e Ana Paula Maia. Que o diga Del Priore, às voltas com um novo tema – o sobrenatural – depois de lançar mais de 20 livros de história, entre eles 'Condessa de Barral – a paixão do imperador', 'O príncipe maldito' e o best-seller 'Histórias íntimas'.

“Minha paixão é escrever. Estou sempre envolvida com pesquisas que me levam a novos personagens e a buscar narrativas que tragam informação e prazer para o leitor. Desse ponto de vista, meu próximo livro, que está bastante adiantado, será o melhor que puder fazer, ainda mais com esse fascinante tema”, conta ela. 

Coisas “do outro mundo” à parte, Mary Del Priore diz que o público brasileiro tem se interessado mais por história, principalmente depois de a mídia dar visibilidade para publicações nessa área. Mas ainda falta multiplicar leitores, acredita a professora, que deu aulas na Universidade de São Paulo (USP) e na PUC Rio. Isso só será possível quando o ensino da matéria for menos afeito a enfoques ideológicos, priorizando a paixão e a curiosidade do leitor. Para isso, adverte Mary, é necessário mudar mentalidades. 

“Nosso patrimônio histórico não tem verbas para sua salvaguarda; as comunidades não veem seu passado material ou imaterial como prioridade; nas escolas, faltam políticas de educação patrimonial que consolidem um modelo de cidadania cultural. O terceiro setor, que vem se batendo pelo cuidado aos bens culturais, é ignorado pelas autoridades e pela própria sociedade”, afirma Mary.

MEDIOCRIDADE 

Dizendo-se bastante pessimista em relação ao novo ano, “pois, no Brasil, estamos passando por uma fase de mediocridade generalizada”, Lya Luft prepara o lançamento de 'O tempo é um rio que corre' (Record), previsto para março. “Trata-se de um pequeno ensaio sobre o mistério do tempo que passa. Acho que as pessoas vão se divertir com a sua leitura”, acredita a gaúcha, autora do best-seller 'Perdas & ganhos'.

De acordo com Lya, livros de ficção mais densos têm enfrentado dificuldades no Brasil. As pessoas, constata a escritora, querem leitura mais leve e divertida, sem maiores compromissos. “Não é culpa delas, mas do clima de futilidade geral que tem imperado por aí”, resume.

Gaúcha como Lya Luft e radicada em São Paulo, a romancista e filósofa Márcia Tiburi já está escrevendo novo livro, mas evita detalhá-lo para não atrapalhar seu processo criativo. “Será um tipo muito específico de obra de arte”, adianta. Para ela, a literatura brasileira experimentou bom momento no ano passado, apesar dos problemas econômicos, políticos e culturais enfrentados pelo país. “Estou otimista, espero que 2014 seja melhor em todos os sentidos, inclusive o literário”, diz.

A romancista carioca Ana Paula Maia, autora do celebrado 'De gados e homens', constata que o público leitor – principalmente feminino – aumentou bastante. “Elas são mais exigentes. Percebo um crescimento do número de mulheres interessadas nos meus livros, o que é uma grata surpresa, pois não são voltados para elas. Espero que 2014 também seja bom para a literatura”, conclui.


Três perguntas para...Josélia Aguiar, crítica literária e jornalista

O ano que passou foi bom para as escritoras brasileiras?
Não só 2013. Nos últimos anos, temos assistido à estreia ou ao lançamento de livros significativos de autoras de todas as idades, tanto na prosa quanto na poesia. Não só para as mulheres as coisas parecem melhores: a literatura brasileira contemporânea passa por uma revalorização, ao menos em relação ao interesse da imprensa, o que deixa editoras e curadorias mais receptivas a autores nacionais. Como no passado tínhamos menos mulheres na ativa, a impressão pode ser de que as coisas têm sido mais interessantes particularmente para elas. Numericamente, creio que a quantidade de homens na cena literária ainda é maior.

Que livros lançados em 2013 por escritoras você destacaria?
Vou destacar livros de ficção, em ordem alfabética: 'Hanói', de Adriana Lisboa; 'As miniaturas', de Andréa Del Fuego; 'Esquilos de Pavlov', de Laura Erber; e 'Opisanie Swiata', de Veronica Stigger.

Quais são os seus projetos literários para 2014?
Além de continuar escrevendo sobre literatura, já que sou especializada na área, estou concluindo uma biografia de Jorge Amado para o selo Três Estrelas.


Leitura tem a capacidade de modificar o cérebro

Para leitores, o fato de que histórias podem mudar uma pessoa não é nenhuma novidade. Porém, um novo estudo indica que a leitura de um romance pode provocar mudanças reais no cérebro, que persistem por alguns dias mesmo depois que o livro acaba. Os resultados foram publicados na edição de dezembro do periódico Brain Connectivity.

Enquanto outras pesquisas nessa área começaram a utilizar a ressonância magnética para identificar as redes cerebrais associadas à leitura, principalmente enquanto as pessoas leem, o estudo de Berns e sua equipe teve como foco os efeitos naturais que permanecem no cérebro após essa atividade.

“Histórias ajudam a dar forma às nossas vidas, e às vezes ajudam a definir uma pessoa. Nós queremos entender como elas entram no nosso cérebro, e o que são capazes de fazer com ele”, conta Gregory Berns, neurocientista da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, e principal autor do artigo.

Participaram do estudo 21 estudantes de graduação da Universidade de Emory, que se submeteram à ressonância magnética por 19 manhãs consecutivas. Os primeiros cinco dias serviram apenas para registrar a atividade normal dessas pessoas durante o repouso.

Depois, durante nove dias, eles leram o romance Pompéia, escrito por Robert Harris. A história se baseia em um evento real, a erupção do Monte Vesúvio na Itália, e acompanha um protagonista que, de fora da cidade de Pompéia, percebe a fumaça ao redor do vulcão e tenta voltar para salvar sua amada.

Os participantes deveriam ler uma parte do livro à noite, e passar pela ressonância magnética na manhã seguinte. Terminado o período de leitura, os eles foram ao laboratório por mais cinco dias, para que os pesquisadores avaliassem se os efeitos da história permaneceriam.

Nas manhãs seguintes à leitura, os resultados mostraram um aumento na conectividade de uma região do cérebro associada à recepção da linguagem. “Apesar de os participantes não estarem lendo enquanto eram avaliados, eles retiveram esse aumento de conectividade”, explica Berns. Um aumento de conexões também foi identificado no sulco central do cérebro, região ligada à função motora. Os neurônios dessa região estão relacionados à criação de representações de uma sensação do corpo – o simples pensar em correr, por exemplo, pode ativar os neurônios associados ao ato físico de correr.

Para os pesquisadores, essas mudanças cerebrais provocadas pela leitura, que têm a ver com a movimentação e sensações físicas, sugerem que um romance pode, de certa forma, transportar o leitor para o corpo do protagonista. “Nós já sabíamos que boas histórias podem te colocar no lugar de outra pessoa, em um sentido figurado. Agora estamos percebendo que algo assim também ocorre biologicamente”, explica Berns.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer até onde essas mudanças podem ir, mas elas persistiram pelo menos durante os primeiros cinco dias após a leitura, analisados neste estudo. “O fato de que detectamos esses efeitos alguns dias depois da leitura de um romance escolhido aleatoriamente por nós sugere que os romances favoritos de uma pessoa podem desencadear efeitos mais intensos e duradouros”, afirma o pesquisador.ue o leitor se sinta na pele do personagem, revela estudo.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Os 10 maiores impactos dos contos infantis na formação da personalidade das crianças


— Por Juliana — novembro 18, 2013
Oi, meninas! Tudo bem?

Quando o Olavinho aprendeu a estória da chapeuzinho vermelho e do lobo mau na escola, ele ficou vidrado no assunto. Cheguei até a pensar se não era cedo demais para ele escutar esses contos que mexem com tantos sentimentos. Foi então que percebi que essas estórias não existem há tantos anos por acaso, pois não são apenas passatempos para as crianças, mas uma excelente fonte de inspiração que ajudam a desenvolver a personalidade deles.

Os contos de fadas aumentam a autoestima das crianças e mostram que as dificuldades podem ser vencidas, as florestas atravessadas, os caminhos de espinhos desbravados e os perigos mudados. E a criança sente que também ela pode ser capaz de vencer os seus secretos medos, as suas evidentes ignorâncias!


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A magia e o encantamento das crianças podem e devem ser alimentados por meio dessa linguagem lúdica!

Depois das minhas leituras sobre a importância dos contos na vida das crianças, elenquei as 10 principais razões para você estimular seu filho a ler a todos os contos de fadas! Vejam que interessante!


1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!
Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.


2- Aprendem a diferença entre o bom e o mau!
Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.

Não devemos nos preocupar quando a criança festeja a morte desses personagens, eles representam seus medos e esta é a forma que ela tem de vencê-los ou elaborar estes sentimentos que a angustiam.


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3- Aprendem a lidar com as frustrações!
Reconhecer a dor e aceitá-la é um meio de superá-la e assim ser feliz. As crianças aceitam com mais naturalidade as desilusões que encontrarão no dia a dia, pois sabe que, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, os esforços desprendidos hão de ter uma grandiosa recompensa.


4- Por meio das histórias podemos trabalhar sentimentos e sensações muito presentes nas crianças!
Ingenuidade: Branca de Neve e Pinóquio (acreditam no personagem do mal)
Feiúra: Patinho Feio (um irmão mais bonito do que o outro)
Medo: Chapeuzinho Vermelho, Aladim (medo de estranhos)
Inexperiência: Os Três Porquinhos (o irmão mais velho sabe tudo)
Insegurança: Alice no Pais das Maravilhas, Mogli, Peter Pan (sentir-se inseguro diante de situações novas)
Rejeição: Cinderela
Culpa: Rei Leão, Pinóquio
Dor: A Pequena Sereia
Abandono: João e Maria (sentimento de abandono pela ausência dos pais)


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5- Podemos trabalhar o conceito de “finitude”!
Tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.


6- Aprendem o “limite”!
Por meio dos contos de fadas a criança consegue discernir o certo do errado, o que pode e o que não pode fazer, enfim, reconhece o sim e o não.


7- Aprendem a ética e valores importantes da vida humana! 
Os contos de fada sobreviveram ao tempo justamente porque contêm ensinamentos que falam à alma da criança, falam de valores imutáveis, caso contrário já teriam desaparecido, apagados pelo tempo e caídos no esquecimento.

Passar valores à criança é algo complexo. As histórias são, por isso, um meio facilitador de resolver algumas das questões que esta tarefa nos coloca. Se, por um lado, divertem as crianças, estimulam a sua curiosidade e promovem competências cognitivas e de oralidade, por outro lado são também a forma de concretizarmos alguns dos valores que consideramos aceitáveis e oportunos transmitir à criança.

Por isso, os pais devem usar e abusar dos contos. Só assim poderão sonhar com um final feliz para nossa sociedade tão carente dos verdadeiros valores.


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8- Tornam-se otimistas e com vontade de vencer obstáculos!
Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, pela assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem vitoriosas (o herói sempre vence no final). Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante.

Essas estórias de contos de fadas normalmente começam com “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa ideia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.


9- Cada criança interpreta a estória da sua forma, entenda qual o significado do conto para seu filho! 
Os contos de fadas possuem significados e significantes diferentes em determinadas faixas etárias, como por exemplo, ter um significado para uma criança de cinco anos e outro para uma de treze na mesma estória, já que as situações, os sentimentos, os desejos e anseios são outros.


10- Serão adultos mais felizes!
Os contos de fadas são para serem escutados, apreciados e internalizados, cumprindo desta forma com seu papel que é a construção da personalidade infantil, criando bases sólidas que favoreçam o desenvolvimento intelectual, moral e psíquico. Dessa forma, ao se tornarem adultos, saberão resolver dificuldades, terão uma estrutura mais forte para aguentar seus problemas e saberão que mesmo depois de tantas amarguras terão uma recompensa que será a resolução do que os afligia. Pode não ser a resolução esperada, mas uma coisa é certa: sempre haverá a possibilidade para uma nova descoberta e um recomeço, pois a beleza da vida é justamente lutar por seus ideais e conquistá-los. E isso, só os contos de fadas são capazes de proporcionar ainda na tenra idade!


Fonte:

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

9 dicas para contar histórias em casa

Todas as mães e pais estão cansados de saber que contar histórias é benéfico às crianças – mas muitos precisam de uma mãozinha para se soltar ou adquirir o hábito. Por isso, fomos ao evento pedir aos profissionais da área algumas dicas para os pais contarem histórias para seus filhos em casa. 

1. Seja ora narrador, ora personagem 
Para Carlos Grahamhill, educador-intérprete em linguagem de sinais do CCBB Educativo, um dos segredos para prender a atenção das crianças é usar a “mobilidade do sujeito”. Mas o que é isso? É quando o pai ou a mãe, ao contar uma história ao filho, assume o narrador e as personagens da história ao mesmo tempo, interpretando cada um à sua maneira. “Existe essa brincadeira de ir e voltar, e as crianças entendem e admiram isso”, explica. Talvez você até já pratique a técnica. Ou nunca engrossou a voz para fazer o Lobo Mau, afinou para fazer a Vovozinha e normalizou o tom ao retomar a narrativa de Chapeuzinho Vermelho? 

2. Não se preocupe com o seu desempenho 
Giba Pedroza, contador de histórias e pesquisador da literatura infantil e tradição oral, autor do CD-livro “Girasonhos – Roda de Histórias”, também dá um recado que poderá servir para muitos pais: não se preocupe com o desempenho. “O importante é compartilhar com alguém que você gosta um momento único”. Que é de carinho, de afeto e de aconchego. Desta forma, contar histórias será mais fácil aos pais – e ouvi-las terá mais significado para as crianças. 

3. Crie o hábito de contar histórias 
Carlos Grahamhill comenta que, com agendas cheias de compromissos e trabalho, muitos pais deixam a responsabilidade de cuidar dos filhos nas mãos de outras pessoas. Mas nada impede que sejam reservados entre 15 e 30 minutos por dia – à noite, por exemplo – para contar uma história, mesmo que seja pela metade. “A criança lembrará da história no dia seguinte, e assim, a contação se torna um hábito”, diz. Giba Pedroza concorda. Segundo ele, contar histórias é um momento de ritual afetivo e familiar e, por isso, ter o hábito de contar e ouvir histórias todos os dias – mesmo que sejam puxadas pela memória dos pais – é muito importante na vida da criança. 

4. Use objetos como personagens 
Na falta de um livro novo, para atender a um pedido do filho ou até mesmo por vontade própria, é comum que os pais acabem precisando criar uma história novinha em folha. Nessa hora, Carlos diz que usar objetos que estão por ali, no campo visual da criança, é uma boa pedida. “Pegue uma bolinha com a qual a criança já está acostumada e coloque-a para falar”, sugere. 

5. Relembre sua infância 
Para a contadora de histórias Vanessa Castro, não há referência melhor para os pais do que a própria infância. “Nós todos tivemos aventuras na vida. Recontá-las é uma boa ideia”, diz ela. Recontar as histórias ouvidas quando pequenos também é uma opção certeira. 

6. Conheça a história antes de contá-la 
Daniela Chindler, produtora cultural e contadora de histórias, dá um conselho direto: “só conte histórias de que você gosta”. Ana Luiza Lacombe, atriz e contadora de histórias, assina embaixo: “nunca se deve pegar um livro ao acaso e ler para seu filho, sem ter lido antes. Se o pai não gostar e achar a história boba, como ele vai ter prazer em contá-la?”. 

7. Aproprie-se da história 
Segundo Zé Bocca, ator, contador de histórias e vice-presidente do Instituto Conta Brasil, não adianta querer contar histórias se também não se aprecia ouvir e ler histórias. “Não tem segredo para prender a atenção da criança. Depende somente de você se apropriar da história”, diz. Por isso, é necessário gostar de fazer aquilo e se colocar no papel de ouvinte. Além de, é claro, ler – e bastante. De acordo com Alessandra Giordano, ter um repertório de histórias tornará mais fácil compartilhá-las com os filhos. E levá-los aos quatro cantos do mundo por meio delas. 

8. Encontre o momento propício 
O que deve também ser levado em consideração, segundo Ana Luiza, é o momento de se contar uma história. Se a criança está com outro foco de interesse, colocar uma história neste momento é inadequado. “Um momento adequado muito comum é a hora de dormir”, diz. À noite, a voz dos pais é diferente da voz que acompanha a correria do dia a dia. Ela sugere que os pais se dêem conta de que a hora de dormir é o momento da voz de acolhimento, do embalar, de levar para outro universo. 

9. Observe a faixa etária do seu filho 
O último ponto importante, levantado por Ana Luiza, é a escolha das histórias adequadas à faixa etária da criança. “É preciso entender a condição do pensamento daquela criança. Os assuntos são interessantes para uma criança dependendo da faixa etária em que ela está”, diz. Para ter certeza de não estar contando uma história incompreensível ao seu filho, vale a pena contar com a ajuda da escola em que ele estuda. “Os profissionais da área podem orientar e ajudar na seleção de repertório”, afirma. Afinal, para acolher uma história, as crianças precisam estar prontas para ela. 


Fonte  http://delas.ig.com.br/filhos/9-dicas-para-contar-historias-em-casa/n1237995718177.html - Acesso em 28/10/2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dia Nacional do Livro

Ler é uma forma de diversão
Ler é uma forma de diversão



No dia 29 de outubro é comemorado o dia nacional do livro.
Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.
As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.
A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa.
Da data da fundação até por volta de 1914, para se fazer consultas aos materiais da biblioteca era necessária uma autorização prévia.
Os livros são um conjunto de folhas impressas, onde o escritor coloca suas ideias, a fim de deixá-las registradas ou para que outras pessoas possam tomar conhecimento das mesmas. Eles podem variar no gênero dos textos apresentados, sendo documentário, romance, suspense, ficção, autoajuda, bíblico, religioso, poema e poesia, disciplinas escolares, profissões e uma infinidade de áreas.
Para se publicar um livro, o autor deve procurar uma editora a fim de apresentar seu material, que deverá estar devidamente registrado em cartório, para garantir os direitos autorais.
A editora se encarrega de fazer a correção do texto, de acordo com as normas cultas da língua, além de sugerir algumas melhoras ao mesmo. Após a edição do texto, a editora cuida do título da obra, que deve servir como atrativo ao público, passando então para o preparo da capa, através da ilustração, impressão da quantidade de volumes e montagem dos exemplares.
A editora também é responsável pela divulgação do material, pois é de seu interesse vender o produto.
Após a criação da prensa tipográfica, por Johannes Gutenberg (1398-1468), deu-se a publicação do primeiro livro em série, que ficou conhecido como a Bíblia de Gutenberg. A obra foi apresentada em 642 páginas e a primeira tiragem foi de duzentos exemplares. Essa invenção marcou a passagem da era medieval para a era moderna.
O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura.
Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Acesso: 
http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-nacional-livro.htm
 em 25/10/2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

De onde vem o “cheiro de biblioteca”?

Hype Science - 06/10/13
Biblioteca Antiga
Adorado por alguns e detestado por outros (especialmente por quem tem rinite alérgica), o cheiro típico de lugares abarrotados de livros antigos normalmente surge de um composto chamado lignina, presente em livros fabricados entre a metade do século 19 e meados dos anos 2000 (e, em alguns países, em livros fabricados até hoje).

Essa substância começou a ser utilizada quando fabricantes de livros substituíram o algodão ou o linho por fibras de celulose. Infelizmente, a lignina é bastante instável, e com o passar do tempo diminui a acidez do papel, o que pode torná-lo frágil e quebradiço. Esse processo pode ser interrompido por substâncias como óxido de magnésio, mas o tratamento deve ser feito com cautela, para não causar estragos ainda maiores.

A ciência da preservação

Uma química da Universidade de Strathclyde (Escócia) chamada Lorraine Gibson criou o projeto Heritage Smells (“Odores de Herança”), no qual são usados espectômetros de massa para identificar, em estágios iniciais, o envelhecimento de livros que contêm lignina.

A iniciativa, se inspirar ações similares, pode ajudar na preservação de milhões de livros.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Literatura para o Dia das Crianças

Cinco autores infantojuvenis falam sobre leituras que marcaram suas infâncias

DANILO VENTICINQUE
08/10/2013 07h40 - Atualizado em 08/10/2013 12h42
Falta menos de uma semana para o Dia das Crianças e, conhecendo um pouco os hábitos de consumo dos brasileiros, é seguro supor que mais da metade dos pais ainda não comprou presentes para seus filhos. A coluna de hoje é para eles. Esqueçamos, por um momento, a política da Feira de Frankfurt e o absurdo da proibição das biografias não autorizadas. Há um tema literário mais urgente e relevante: as centenas de milhares de pais que não comprarão livros para o Dia das Crianças.
É óbvio, é indiscutível, é evidente que pais deveriam presentear seus filhos com livros. Escrever um texto para tentar convencê-los disso deveria ser tão absurdo e redundante quanto argumentar sobre a necessidade de dar banho nas crianças ou matriculá-las na escola. Infelizmente, muitos pais nem pensam em dar livros no Dia das Crianças. Isso diz muito sobre eles – e sobre os hábitos de leitura de seus filhos no futuro. As escolas até fazem sua parte, mas o incentivo familiar é fundamental para que crianças aprendam a gostar de ler. Essa deveria ser uma preocupação diária. O Dia das Crianças é uma boa data para assumir esse compromisso, ou para reafirmá-lo.
Um texto sobre uma data comemorativa como essa não estaria completo sem uma lista de sugestões de presentes. Decidi pedir a ajuda de cinco autores brasileiros que fazem sucesso entre crianças e adolescentes de várias idades. Eles me contaram histórias sobre livros que leram na infância e os transformaram em pessoas apaixonadas pela literatura. As obras desses autores e suas indicações são um bom ponto de partida para os pais que querem apresentar a literatura aos seus filhos, e uma ajuda para os que ainda não escolheram o que comprar para o dia 12 de outubro.
  

Flávia Lins e Silva (Foto: Divulgação)
Flávia Lins e Silva, autora de Os detetives do prédio azul (Pequena Zahar)
Peter Panna versão do Monteiro Lobato, foi o primeiro livro "grande" que me fez largar tudo para ficar na cama lendo e voando rumo à Terra do Nunca. É um livro mesmo apaixonante: tem fada, tem uma cachorro como babá, tem uma janela para um novo mundo... acho que naquela época só tínhamos mesmo a versão do Lobato no Brasil. Só anos depois fui ler a versão original e gostei mais ainda. É um livro ao qual se pode voltar muitas vezes. E a cada vez que eu o leio, me sinto voltando à minha cama de menina, na casa de minha mãe, aquele lugar aconchegante da minha infância, minha própria Terra do Nunca.”

Thalita Rebouças (Foto: Reprodução e Divulgação)
Thalita Rebouças, autora de Ela disse, ele disse - o namoro, em parceria com Mauricio de Sousa (Rocco Jovens Leitores)
“O primeiro livro que li e que lembro de ter me apaixonado foi Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias, da Ruth Rocha. Lembro de ter dado boas gargalhadas lendo sobre a história do menino perguntador, que queria mudar as palavras e entender o porquê de tudo. Eu era exatamente assim, inquieta e contestadora, e foi imediata a sensação mágica de conexão com aquele personagem. Sonhei com o dia em que nos encontraríamos e deixaríamos os adultos loucos com tantas interrogações e palavras inventadas. Ruth Rocha me fez acreditar que aquele menino podia ser meu amigo, me fez rir, me aproximou do hábito da leitura e me fez querer ler e reler a história mil vezes.”

Fabio Yabu (Foto: Reprodução e Divulgação)
Fábio Yabu, autor de Princesas do mar (Panda Books)
“Eu não tive um único livro que fez eu me apaixonar pela literatura, mas citaria a obra da Lúcia Machado de Almeida, da antiga série Vagalume. Eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando comecei a ler os livros dela, e me apaixonei por seu universo e por todos os outros autores da série até então, como Marcos Rey, Maria José Dupré, Pedro Bandeira, entre outros.”

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Stella Maris (Foto: Reprodução e Divulgação)
Stella Maris Rezende, autora de As gêmeas da família (Globo Livros)
"O que livro que mais me marcou, quando eu era bem pequenininha mesmo, foi As mais belas histórias, da Terezinha Casassanta. Era uma antologia de narrativas tradicionais. O título me instigava. A tradução era maravilhosa, muito bem feita. A professora lia para a classe e me apaixonei pela forma de contar as histórias. Foi livro que me fez descobrir a biblioteca. Levei para casa, li inúmeras vezes e a cada vez descobria novos detalhes e me encantava com novas histórias. Temos muitas antologias maravilhosas hoje em dia, mas essa infelizmente não é mais editada. Logo depois, comecei a ler os poemas da Cecília Meireles no livro Ou isto ou aquilo. Adorava musicalidade dos poemas dela, o ritmo, a brincadeira com as palavras. São poemas com uma força literária enorme. Ela não subestima a inteligência das crianças. A gente nasce gostando de poesia."

Blandina Franco (Foto: Reprodução e Divulgação)
Blandina Franco, autora de A caraminhola da minhoca, com José Carlos Lollo (Companhia das Letrinhas)
"Meu pai era escritor e passei minha infância ouvindo o barulho da sua máquina de escrever, que batucava no porão da nossa casa entre centenas de livros. Só isso já é bastante coisa pra fazer uma criança gostar de histórias, mas acontece que eu passava minhas férias na fazenda de minha avó numa época em que, pra telefonar tínhamos que ir até a cidade, e ligar a televisão era uma coisa que só acontecia de noite, então os livros sempre foram bons companheiros pra mim. Meus pais sempre me disseram que eu devia ler tudo o que gostasse e quando sentisse vontade; não precisava ser um clássico, valia tudo: Monteiro Lobato, contos de fadas, gibis, Asterix, Lucky Luke, Tintim...
Então eu sempre tive todo tipo de leitura ao alcance da minha mão, e acho que por isso não tive um livro em especial que tenha me marcado, tive muitos. Quando menor o que eu mais gostava era a coleção completa de contos de fadas chamada Fábulas encantadas, quando cresci um pouco, comecei a devorar os romances de Anne Golon protagonizados por uma heroína chamada “Angélica, a marquesa dos anjos”, que passava por todos os tipos de problemas enquanto pensava em seu amor, um conde heroico com uma enorme cicatriz no rosto. Depois disso, li todos os livros da Agatha Christie e policiais que caíssem nas minhas mãos, coisa que faço até hoje. Como vocês podem ver obedeci meus pais direitinho, li tudo o que me dava prazer e sempre que tive vontade."